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segunda-feira, maio 11, 2015

Visão de um leigo (03) - Pouso catrapo


Hoje no 'Visão de um leigo' falaremos sobre pouso catrapo. Essa postagem era pra ter saído na quinta-feira passada mas por problemas maiores só podemos postá-la hoje.

#03 - Pouso catrapo
A visão de um leigo: Eu acho que os ventos de calda, entre outros devem contribuir para esse incidente, mas creio que em 90% por dos casos deve ser incompetência do piloto, e se eu estiver certo, levanto mais uma questão: Como pode alguém que passa pelo menos 5 anos treinando e sendo preparado pra isso, não conseguir pousar um avião de maneira digna?

Nossa visão: Ora, boa meu amigo. No primeiro ponto você está certo. Ventos geralmente atrapalham e muito um pouso, podendo contribuir para a porrada. Mas não só o vento como muitos outros fatores meteorológicos. Te garanto que não é por incompetência do piloto pois o mesmo está muito bem treinado e já pousou inúmeras e inúmeras vezes. É claro que em poucas ocasiões a porrada acontece porque o piloto está cansado ou com algum problema, por exemplo, mas repito, é raríssimo. A maioria das vezes o pouso ocorre de forma mais brusca visando mais a segurança da aeronave e dos passageiros que ali estão. Um exemplo claro para você que já citei em outra postagem: Pista curta. O comandante não pode ficar embelezando demais o pouso pois a pista é muito curta então ele tem que chegar logo e colocar a aeronave no chão para que a frenagem ocorra de forma êxituosa. Outro exemplo que apresento em vídeo é a pista molhada. No próprio vídeo já vem com a fala do piloto explicando o porquê do pouso brusco. A explicação começa a partir de 4:17! Confira: 

Então está vendo? A segurança é o mais importante na hora de um pouso!
Até a próxima.
Por: Gabriel Solino e Laerte Vasques

quarta-feira, abril 22, 2015

Visão de um leigo (02)- Arremetida


Você já ouviu falar em arremetida, ou aproximação perdida? Eu já, e o nosso amigo Gabriel Solino também. Um assunto polêmico que colocamos em exposição com duas visões diferentes. Antes de tudo, confira o vídeo abaixo que mostra um Boeing 737-800 da Gol arremetendo no Santos Dumont:


#02 - Arremetida 
A visão de um leigo: Bom, hoje eu vim falar que algo que de certa maneira me deixa com uma pulga atrás da orelha: Arremetida! Na semana passada contei pra vocês sobre uma experiência nada agradável que eu tive durante uma viagem e isso me fez pensar: "Uma arremetida deve ser algo 100 vezes mais desconfortável". Será mesmo que é necessário arremeter? Acho que seria melhor prevenir do que remediar. Ao invés de ir para um pouso arriscado pensando em arremeter, não seria melhor enquanto ainda está com altitude pensar em uma outra saída para pousar com segurança? Pousar em outro aeroporto por exemplo, ou possível, esperar o fim de condições adversas ao pouso? Não sei, essa é a minha visão sobre esse assunto!
Nossa visão: Olá, caro viajante. Começo meu texto citando uma frase que nós da aviação usamos muito, e apesar de usarmos muito, não lembro ao certo como ela é (haha), mas é algo assim: "Temos que por na cabeça que vamos arremeter. O pouso é apenas uma boa consequência". O que isso quer dizer é que a arremetida é a coisa mais normal que se pode acontecer. Muitas pessoas acham que porque um avião arremeteu ele tá caindo. Para explicar, uso uma outra frase (essa eu lembro): "A arremetida é o pouso que não deu certo.". 
Se por exemplo, como você disse, o piloto chegou muito alto, não avistou a pista, pegou um vento na hora que ia tocar o solo ou vários outros fatores que podem levar uma aeronave a arremeter, com certeza esse cara vai arremeter. Então, me diga... você acha melhor pousar o avião recebendo um puta vento que o tirou completamente do eixo, ficar dançando com o avião até entrar no eixo novamente (se for possível) ou arremeter? A resposta é óbvia.
Pra você ver que a arremetida é algo normal, veja o trabalho da tripulação em uma aproximação em Porto Velho. Neste caso, o comandante arremeteu pois não avistou a pista, seguindo um "regulamento" que manda arremeter obrigatoriamente se não enxergar a pista a X pés. Veja que o comandante não se desespera, não se assusta, apenas segue com seu trabalho de forma tranquila, mesmo porque não tem o porquê de não ficar tranquilo. 

O momento exato da arremetida é aos 4:38

Falando rapidamente da sensação, confesso que nunca estive dentro de um avião que arremeteu, mas ACHO que, tirando o susto por não entender o que está acontecendo, a sensação deve ser a mesma de um avião decolando. Então, vai por mim, a arremetida não é esse bicho de sete cabeças não. É um procedimento seguro realizado pela tripulação caso a aproximação anterior não tenha dado certo, seja qual for o motivo.
Aqui termina mais um Visão de um leigo. Na próxima quinta-feira tem mais!

Por: Gabriel Solino e Laerte Vasques

quinta-feira, abril 16, 2015

Visão de um leigo (01) - Pouso complicado


Iniciando uma coluna do Blog, a 'Visão de um leigo' vai trazer, como já diz o nome, a visão de um leigo em relação a algum fato ocorrido na aviação. Além do ponto de vista dele, traremos também o ponto de vista de alguém que conhece um pouco mais de aviação (não estou falando de um expert ou de alguém que quer ensinar ou julgar alguém). O objetivo é somente nos divertirmos e a analisarmos os diferentes pontos de vista das pessoas em relação a aviação em geral!

#01 - Pouso Complicado

O ocorrido: Voo de Vitória para Congonhas, em um Boeing 737-800 da Gol. Decolagem e voo em cruzeiro tranquilos, até que chega a temida aproximação em SBSP. O avião foi perdendo altitude de forma brusca causando um tamanho desconforto nos passageiros, e quando já estava quase chegando a cabeceira, a mais ou menos na altura de um prédio de 15 andares, para a surpresa de todos o avião acelerou, ganhou muita velocidade e começou a balançar bastante, e no momento do pouso, a já esperada "pancada", mas para o alívio de todos a bordo tudo deu certo, todos desembarcaram.
Após a parada da aeronave alguns passageiros descontentes dirigiram palavras ofensivas ao Comandante da aeronave.

A visão de um leigo: Depois de mais de anos viajando de avião 2 vezes por ano acabei perdendo o receio para tal. Algo que para muitos pode não ser nada, para mim, um leigo no assunto, foi muito, e de algum modo, agora guardo um receio para a minha próxima viagem de avião que já tem data marcada. Ocorrerá em Julho, para Vitória, pela TAM, com conexão em Congonhas e sim, estou com medo, até porque um avião da TAM em Congonhas não me causa boas recordações.

Nossa visão: Olá, caro viajante. Tá certo que isso não é bem agradável para muitos, mas na minha visão, existe uma explicação (pode não ser a correta, mas é a que acredito que seja): Em toda aproximação a aeronave precisa descer até uma certa altitude até um certo ponto, estipulada em cartas aéreas. Esse ponto seria o início da aproximação final, que é onde a aeronave está, de certa forma, já alinhada com a cabeceira executando sua descida afim de executar o pouso. Acho que, por diversos motivos, a aeronave não executou a descida a tempo e para isso teve de incrementar sua razão de descida (o quanto a aeronave desce por minuto). Dá uma lida neste artigo, onde falo sobre uma aeronave descendo com uma razão de descida fora do normal. 
Voltando a Congonhas, deve ter acontecido uma descida elevada para que a aeronave ou chegasse ao ponto aqui citado na altitude certa, ou para que a mesma chegasse no alinhamento com a cabeceira, na altitude correta para continuar com o pouso. Com o aumento da razão de descida da aeronave, a mesma ganha velocidade, e para não exceder, a manete de potência é levada para trás. 
Descida feita, altitude e velocidade estabilizados, volta a manete a frente para que desta vez, o avião não perca velocidade (se isso ocorresse garanto que seria pior).
Em relação a pancada, sabemos que a pista de Congonhas é curta possuindo apenas 1940 metros de comprimento, então, vamos relevar né, se você quer a aeronave totalmente parada sem passar a pista é melhor por a máquina no chão logo sem muito enfeite... parece ser bem mais seguro né? rs

Então é isso, jovem. Esse é o meu ponto de vista, passando longe do que se pode ter ocorrido de fato, mas penso que tenha acontecido assim. O que importa é que tudo correu bem e não precisa ter medo, os aviões são bem seguros e são capazes de pousar em Congonhas também de maneira segura. 

Por fim, lhe desejo uma boa viagem e que nos traga mais histórias para expormos na Visão de um leigo!

Por: Gabriel Solino e Laerte Vasques